quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

VIDA NOVA PARA VELHOS OBJETOS



Reutilizar um vidro antigo de perfume com vaporizador:
Para colocar um novo perfume num vidro de perfume antigo ou num vaporizador de bolsa, deve-se em primeiro lugar eliminar o odor do perfume anterior. Para isso encha o vidro vazio com álcool, feche e acione o spray ou vaporizador até que espirre um pouco do álcool. Deixe agir durante 3 dias, depois lave e seque bem o vidro. A antiga fragrância será neutralizada e você poderá colocar o novo perfume.

Sobras de papel de presente:
O papel de presente que sobrou pode ser utilizado para forrar gavetas. Assim as gavetas se conservam limpas e o papel protege o fundo das gavetas.

Saleiros e pimenteiras velhos:
Podem servir como castiçais, é só pingar um pouco de cera no fundo e fixar a vela.

Caneca em cerâmica ou louça:
Pode ser usada na mesa do escritório como porta lápis e canetas. Ou no atelier de pintura para guardar os pincéis e lápis de cor.

PRATOS MARINADOS



O fato de marinar os alimentos como carnes, aves e peixes, em molhos especiais os tornam macios e dá um sabor especial e marcante.
O tempo em que um alimento fica marinando pode durar 15min ou até 2 dias. De um modo geral quanto mais tempo um prato ficar marinando mais acentuado será o sabor e mais macio será o alimento.

Marinada ao vinho branco e ervas – ideal para peixes e aves:
Misture 20cl de vinho branco seco, 2 colheres de sopa de azeite de oliva, 2 cebolas picadas e 1 colher de sopa de ervas frescas picadas, coloque uma pitada de pimenta.

Marinada ao vinho tinto seco – ideal para carnes vermelhas e carne de caça:
Misture meia garrafa de vinho tinto seco, 2 colheres de sopa de azeite de oliva, 1 cebola pequena picada, 1 folha de louro, 1 colher de café de grãos de pimenta esmagados, 1 dente de alho esmagado e 3 colheres de café de alecrim fresco ou desidratado e por ultimo acrescente uma pitada de pimenta.

Marinada de limão e ervas – ideal para peixes e cordeiro:
Misture 3 colheres de sopa de suco de limão, 3 colheres de sopa de vinagre de vinho branco, 1 colher de sopa de azeite de oliva, 1 dente de alho esmagado, 1 colher de café de raspas de limão, 2 colheres de café de salsa picada, 2 colheres de café de cebolinha verde picada, 3 colheres de café de alecrim fresco picado ou desidratado.

Marinada picante – ideal para carne de cordeiro, porco, gado e peixe:
Misture ¼ l de xeres seco (ou cachaça), 6 colheres de sopa de molho de soja, 6 colheres de sopa de molho hoisin, 2 dentes de alho esmagados, 2 colheres de café de gengibre fresco ralado, 4 cebolas picadas e 2 colheres de café de molho chili forte ou outro molho de pimenta.

Fonte: Cuisine minceur. Donna Hay. USA : Trident Press. 2004.

domingo, 19 de dezembro de 2010

O CORVO



Numa meia-noite agreste, quando eu lia, lento e triste,
Vagos, curiosos tomos de ciências ancestrais,
E já quase adormecia, ouvi o que parecia
O som de alguém que batia levemente a meus umbrais.
"Uma visita", eu me disse, "está batendo a meus umbrais.
É só isto, e nada mais."
Ah, que bem disso me lembro! Era no frio dezembro,
E o fogo, morrendo negro, urdia sombras desiguais.
Como eu qu'ria a madrugada, toda a noite aos livros dada
P'ra esquecer (em vão!) a amada, hoje entre hostes celestiais -
Essa cujo nome sabem as hostes celestiais,
Mas sem nome aqui jamais!
Como, a tremer frio e frouxo, cada reposteiro roxo
Me incutia, urdia estranhos terrores nunca antes tais!
Mas, a mim mesmo infundido força, eu ia repetindo,
"É uma visita pedindo entrada aqui em meus umbrais;
Uma visita tardia pede entrada em meus umbrais.
É só isto, e nada mais".
E, mais forte num instante, já nem tardo ou hesitante,
"Senhor", eu disse, "ou senhora, decerto me desculpais;
Mas eu ia adormecendo, quando viestes batendo,
Tão levemente batendo, batendo por meus umbrais,
Que mal ouvi..." E abri largos, franqueando-os, meus umbrais.
Noite, noite e nada mais.
A treva enorme fitando, fiquei perdido receando,
Dúbio e tais sonhos sonhando que os ninguém sonhou iguais.
Mas a noite era infinita, a paz profunda e maldita,
E a única palavra dita foi um nome cheio de ais -
Eu o disse, o nome dela, e o eco disse aos meus ais.
Isso só e nada mais.
Para dentro então volvendo, toda a alma em mim ardendo,
Não tardou que ouvisse novo som batendo mais e mais.
"Por certo", disse eu, "aquela bulha é na minha janela.
Vamos ver o que está nela, e o que são estes sinais."
Meu coração se distraía pesquisando estes sinais.
"É o vento, e nada mais."
Abri então a vidraça, e eis que, com muita negaça,
Entrou grave e nobre um corvo dos bons tempos ancestrais.
Não fez nenhum cumprimento, não parou nem um momento,
Mas com ar solene e lento pousou sobre os meus umbrais,
Num alvo busto de Atena que há por sobre meus umbrais,
Foi, pousou, e nada mais.
E esta ave estranha e escura fez sorrir minha amargura
Com o solene decoro de seus ares rituais.
"Tens o aspecto tosquiado", disse eu, "mas de nobre e ousado,
Ó velho corvo emigrado lá das trevas infernais!
Dize-me qual o teu nome lá nas trevas infernais."
Disse o corvo, "Nunca mais".
Pasmei de ouvir este raro pássaro falar tão claro,
Inda que pouco sentido tivessem palavras tais.
Mas deve ser concedido que ninguém terá havido
Que uma ave tenha tido pousada nos meus umbrais,
Ave ou bicho sobre o busto que há por sobre seus umbrais,
Com o nome "Nunca mais".
Mas o corvo, sobre o busto, nada mais dissera, augusto,
Que essa frase, qual se nela a alma lhe ficasse em ais.
Nem mais voz nem movimento fez, e eu, em meu pensamento
Perdido, murmurei lento, "Amigo, sonhos - mortais
Todos - todos já se foram. Amanhã também te vais".
Disse o corvo, "Nunca mais".
A alma súbito movida por frase tão bem cabida,
"Por certo", disse eu, "são estas vozes usuais,
Aprendeu-as de algum dono, que a desgraça e o abandono
Seguiram até que o entono da alma se quebrou em ais,
E o bordão de desesp'rança de seu canto cheio de ais
Era este "Nunca mais".
Mas, fazendo inda a ave escura sorrir a minha amargura,
Sentei-me defronte dela, do alvo busto e meus umbrais;
E, enterrado na cadeira, pensei de muita maneira
Que qu'ria esta ave agoureia dos maus tempos ancestrais,
Esta ave negra e agoureira dos maus tempos ancestrais,
Com aquele "Nunca mais".
Comigo isto discorrendo, mas nem sílaba dizendo
À ave que na minha alma cravava os olhos fatais,
Isto e mais ia cismando, a cabeça reclinando
No veludo onde a luz punha vagas sobras desiguais,
Naquele veludo onde ela, entre as sobras desiguais,
Reclinar-se-á nunca mais!
Fez-se então o ar mais denso, como cheio dum incenso
Que anjos dessem, cujos leves passos soam musicais.
"Maldito!", a mim disse, "deu-te Deus, por anjos concedeu-te
O esquecimento; valeu-te. Toma-o, esquece, com teus ais,
O nome da que não esqueces, e que faz esses teus ais!"
Disse o corvo, "Nunca mais".
"Profeta", disse eu, "profeta - ou demônio ou ave preta!
Fosse diabo ou tempestade quem te trouxe a meus umbrais,
A este luto e este degredo, a esta noite e este segredo,
A esta casa de ância e medo, dize a esta alma a quem atrais
Se há um bálsamo longínquo para esta alma a quem atrais!
Disse o corvo, "Nunca mais".
"Profeta", disse eu, "profeta - ou demônio ou ave preta!
Pelo Deus ante quem ambos somos fracos e mortais.
Dize a esta alma entristecida se no Éden de outra vida
Verá essa hoje perdida entre hostes celestiais,
Essa cujo nome sabem as hostes celestiais!"
Disse o corvo, "Nunca mais".
"Que esse grito nos aparte, ave ou diabo!", eu disse. "Parte!
Torna á noite e à tempestade! Torna às trevas infernais!
Não deixes pena que ateste a mentira que disseste!
Minha solidão me reste! Tira-te de meus umbrais!
Tira o vulto de meu peito e a sombra de meus umbrais!"
Disse o corvo, "Nunca mais".
E o corvo, na noite infinda, está ainda, está ainda
No alvo busto de Atena que há por sobre os meus umbrais.
Seu olhar tem a medonha cor de um demônio que sonha,
E a luz lança-lhe a tristonha sombra no chão há mais e mais,
Libertar-se-á... nunca mais!

De Edgar Allan Poe – tradução de Fernando Pessoa.

REAPROVEITANDO AS SOBRAS



Sobrou arroz:
Podem-se preparar bolinhos de arroz:
2 xícaras de arroz cozido
1/2 xícara de queijo ralado
1/2 xícara de leite
2 colheres (sopa) de cheiro verde picado
1 colher (sopa) rasa de fermento em pó
1/2 xícara de amido de milho
1/2 xícara de farinha de trigo
3 ovos
Óleo para fritar.
Misture todos os ingredientes. Frite a colheradas em óleo quente, deixando dourar de ambos os lados. Escorra sobre papel absorvente.

Sobrou mandioca cozida:
Pode-se cortar a mandioca e tiras e fritar em óleo quente, escorrer em papel absorvente.

Sobrou polenta:
Cortar a polenta em fatias e fritar em óleo quente ou assar numa chapa quente de ambos os lados e colocar uma fatia de queijo em cima pra derreter.

Sobrou pão, o pão endureceu:
Pode-se preparar croutons:
Sobras de pão cortado em cubinhos
Azeite,
Sal, pimenta e temperos (cheiro verde picadinho, ervas finas, orégano ou manjericão).
Numa frigideira colocar o azeite os cubinhos de pão e temperar e ir fritando até dourar. Ou colocar os pedacinhos de pão numa forma, regá-los com o azeite, temperar e levar ao forno para torrá-los.
Podem ser servidos em acompanhamento de sopas e nas saladas de folhas verdes.

Com as sobras de pão podemos fazer rabanada:
Aqui seguem duas receitas de rabanada uma frita e outra assada:
Rabanada


1 lata(s) de leite condensado

1 lata(s) de leite
3 ovos
4 fatias de pão
Açúcar e canela em pó para polvilhar
Misture o leite condensado e o leite. Bata os ovos com um garfo. Esquente o óleo numa frigideira, mas não deixe ficar muito quente. Passe as fatias de pão na mistura de leite e depois nos ovos batidos. Frite até dourar de ambos os lados. Passe no açúcar com canela.

Rabanada assada
Pãezinhos amanhecidos
1 lata de leite condensado
A mesma medida de leite
3 ovos
Açúcar e canela em pó para polvilhar
Margarina para untar
Corte os pãezinhos em fatias espessas e passe margarina apenas num dos lados. Coloque-os em assadeira untada com lado da manteiga para cima, um ao lado do outro. Bata no liquidificador o leite condensado, o leite e os ovos. Coloque a mistura por cima dos pãezinhos. Asse até que o creme fique firme. Misture o açúcar com a canela e polvilhe a rabanada ainda quente.

Sobrou carne do churrasco:
Pode-se preparar um Arroz de Carreteiro com os restos de carne assada do churrasco:
Pedaços de carne cortados em cubos
Cebola picada
Arroz
Óleo
Água quente
Sal e pimenta a gosto.
Numa panela fritar a cebola num pouco de óleo, acrescentar a carne e depois o arroz, fritar mais um pouco e acrescentar água suficiente para cobrir, temperar e cozinhar em fogo brando até amolecer o arroz. Ir acrescento água se necessário. Deixar secar, e servir.

Sobrou lingüiçinha (ou carne do churrasco)
Pode-se preparar uma farofa:
Lingüiçinha ou carne do churrasco cortada em pedacinhos
Cebola e alho picado
Um pouco de óleo
Cheiro verde picado
Farinha de mandioca
Sal e pimenta a gosto.
Fritar a cebola e o alho num pouco de óleo, acrescentar a lingüiçinha (ou a carne), fritar bem, temperar, colocar a farinha de mandioca mexendo sempre. Está pronto.

Sobrou vinho (Tinto seco ou branco seco)
Sobrou meia garrafa de vinho ou um pouco menos. Pode-se colocar o vinho em forminhas de gelo, levar ao congelador e depois de congelado colocar em saquinhos para serem armazenados no congelador para utilização posterior.

O vinho tinto pode ser usado no preparo de pratos a base de carne como molho madeira, por exemplo, ou bife bourguignon ou ainda para marinar as carnes vermelhas.
O vinho branco pode ser usado no preparo de peixes como um salmão ao vinho branco ou para marinar os peixes.